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Estando
o corpo de Osíris reconstituído, Ísis e Néftis
postaram-se uma à sua cabeça, outra à seus pés,
e deram início às lamentações fúnebres.
Ísis, através de encantamentos, procurava trazer o marido
à vida, inutilmente. Transformada em gavião (ou andorinha
), ela estendeu suas asas sobre o corpo inanimado, chorando e emitindo
gritos de desespero. Deitou-se sobre o corpo do esposo morto, beijou-o
e, neste momento, a alma de Osíris entrou-lhe pela boca e ela se
sentiu grávida. Chegara o momento em que Hórus deveria encarnar.
Ísis engravidara sem cópula!
Segundo variantes da lenda, Osíris
volta à vida e sobe aos céus, mas como conheceu a morte,
passa a reinar no Mundo Subterrâneo, onde julga as almas dos mortos
em seu tribunal.
O fato de Ísis se encontrar grávida
lhe trouxe vários problemas. Seth a prendeu no palácio,
mas com o auxílio de Thoth, ela fugiu para os campos de Khemnis,
onde deu à luz e ocultou seu filho. Para escapar à fúria
de seu irmão, perambulou com Hórus, disfarçada de
mendiga, por inúmeras regiões, sofrendo todo tipo de humilhação,
perseguida e repudiada por quantos a viam.
Finalmente, Hórus cresceu, tornou-se um jovem belo e forte. Então
Ísis apresentou-o perante a Divina Companhia, e Hórus deu
queixa de seu tio Seth, reclamando para si a herança de seu pai.
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