A
arte no Antigo Império é considerada clássica ( até
pelos próprios egípcios, os quais buscavam imitá-la nos
períodos de decadência ), porque atingiu um alto nível de
perfeição, principalmente na escultura menfita.
A figura humana estava subordinada a um cânon quadriculado,seja na pintura
ou escultura, que facilitava a ampliação dos desenhos, quando
necessário. Sua representação em pé, sentada ou
no ato de caminhar, obedecia ao seguinte padrão: 2 quadrados para a cabeça,
excetuando a peruca ou outro adorno qualquer, 10 quadrados para o tronco até
os joelhos, e 6 dos joelhos aos pés, totalizando 18 quadrados.
O faraó é sempre representado em proporção maior
e atemporal, ou seja, sempre jovem, forte e belo, pois encarna em si o modelo
da perfeição divina.
Os homens serão sempre pintados de um marrom
avermelhado e as mulheres, de um ocre claro.
Os desenhos, antes de serem ampliados nas paredes, em tinta vermelha, eram traçados
em pedaços de ostraca, nome dado aos fragmentos de potes de argila (
o papiro era material nobre e caro ), sendo depois corrigidos com tinta preta
pelo chefe pintor.
Os temas são variados: o morto e sua família
fazendo oferendas, a caça, a pesca, o banquete fúnebre, a peregrinação
em barcos à santa cidade de Ábidos, onde por tradição
supunham encontrar-se o túmulo de Osíris; a inspeção
dos trabalhos nos campos, a colheita, também figuram nas representações
e estes temas serão reproduzidos ao longo de toda a história do
Egito. Porém, serão sempre recriados conforme a imaginação
do artista, resultando numa variação infinita dos temas, de uma
riqueza inigualável.
No Antigo Império, a pintura é,
quase sempre, um relevo pintado. A parede da capela fúnebre é
revestida de gesso, onde se faz o baixo relevo das cenas representadas e a seguir,
pintadas.
Nas reproduções mais representativas
dessa época, comentaremos certas tendências evidenciadas nas pinturas
e esculturas.