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Muitos estudiosos insistem na teoria errônea de que os egípcios desconheciam a perspectiva e não sabiam desenhar. Nada mais enganoso! Para eles, a perspectiva não tinha razão de ser e um povo acostumado desde o início de sua civilização a embalsamar seus mortos, conhecia profundamente a anatomia humana. É necessário atentarmos unicamente para uma coisa: a arte egípcia é simbólica. Ela não descreve algo real, ela parte desse real para traduzir um simbolismo, expresso no gesto das figuras e na coloração utilizada em suas pinturas. Eles simplificavam e geometrizavam a figura humana, fazendo de sua pintura um desenho colorido, onde textos descrevem as cenas como se fosse uma história em quadrinhos. Parece que o cânon diretor da arte egípcia foi elaborado pelos sacerdotes de Ptah, em Mênfis. E os artistas permaneceram fiéis à regra que determinava que a arte deveria ficar submetida à padrões imutáveis ( mas o artista tinha plena liberdade de fazer "variações"sobre o tema proposto ), porque acima de tudo, a arte destinava-se a ser eterna, imutável como o próprio universo. |
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